Boas-vindas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bem-vindo Papai Noel

Imagem gentilmente cedida por Luci Cardinelli

     Bom dia!
     E o Natal chegou. Lembrei de um fato acontecido há 21 anos (puxa!). Vejam vocês. Meu filho (então com 8 anos) descobriu, não sei como, que Papai Noel não existia. E, pasmem, contou às irmãs (com  5 e 4 anos, respectivamente). 'Quem trazia os presentes era o pai e eram escondidos para serem distribuídos somente no dia 24 , à noite.' Simples, assim. Acabou a festa. Faltavam poucos dias para o Natal. O que fazer? Resolvi então mandar um e-mail para o próprio Noel. Pe-pe-peraí!! E-mail? Há 21 anos? Calma, é a atualização da história. Como os mais jovens entenderiam a pré-história? Foi, na verdade, uma mensagem telepática. Noel ficou muito preocupado com os rumos da história. Como sobreviveria dali em diante? Precisava resolver o assunto com máxima urgência. Pensei em ajudá-lo e tratei de psicografar uma carta.
     Eis a carta na íntegra. Resgatei-a no baú das recordações.

                                     " Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 1989
     Nenem (este é seu apelido)
     Meu nome é Papai Noel. Não é bem esse o nome, mas o verdadeiro é muito difícil de pronunciar e, afinal, todos (no mundo! - exageraaaado) me conhecem por Papai Noel.
     Sei que você não acredita em mim. Diz a todos que sou uma lenda. E é a mais pura verdade. Mas uma lenda é aquilo em que acreditamos, é uma história que ouvimos e passamos para frente, que contamos a nossos filhos, netos e amigos. Uma lenda vem de muito tempo, de muito longe. Ninguém sabe onde começa, passa por nós e vai em frente, seguindo seu caminho.
     Eu existo, sim! No coração das pessoas. Especialmente no coração das crianças, de todas as crianças.
     Posso ter outros significados, como: esperança, amor, felicidade, compreensão, paz...
     O importante, mesmo, de qualquer maneira, é que eu sou o Espírito de Natal e nesta noite eu trago, dentro daquele saco vermelho, um enorme desejo de amor entre as pessoas, paz para o mundo (sem guerras!), muita comida (que nenhuma criança morra de fome) e que todos os nossos sonhos se realizem.
     Não gosto quando alguém diz que não acredita em mim, porque assim não se acredita na vida, em si mesmo, não se quer ser feliz e, então não existe razão para se viver. Natal é nascimento. É quando renasce, em todos nós, a vontade de amar as pessoas, os animais, a natureza.
     Devemos, então, dizer, nesta noite, "FELIZ NATAL" de todo coração.
     Quando ganhamos um presente, estamos ganhando amor, não importa qual seja o presente, ele é um presente de amor.
     Todas as crianças deveriam ganhar um brinquedo no Natal, porque um brinquedo também significa amor. Quem dá um brinquedo a uma criança está dizendo "eu te amo". E essa criança diz, com seus olhos - que brilham- "eu te amo, também".
     Por tudo isso, Nenem, eu sou o Papai Noel. Todos nós somos Papais Noel e Mamães Noel."

Imagem gentilmente cedida por Luci Cardinelli
Pois é. Esta é a minha história de Natal. Pensei muito antes de postar. Não sabia se seria interessante, mas descobri que não importa muito. Tenho escrito pouco. Escrevo mais para mim. Acho que eternizo meus momentos. Um dia alguém lerá, quem sabe. Poderá, até, me desvendar. Mas, não tenho segredos. Só me escondo de mim mesma.
Quero agradecer, de coração, a Luci Cardinelli do blog http://www.artesdaluci.blogspot.com,  que autorizou o uso das imagens. Uma amiga recente que faz um trabalho maravilhoso, muito lindo mesmo. Vale a pena visitá-la.
Um Feliz Natal a todos!
Vou postar mais, assim que der.
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2 comentários:

indirarj disse...

q lindo! eu lembro de corrermos pelo quintal da sua casa vendo papai noel passando!!esse sentimento é incrivel.Aqui Dani tb tem uma carta de Noel,ele fala disso com muito orgulho,um dia te mostro.e menina Noel falou ate da foto q tirou com ele??!! gosto de manter esse amor puro e verdadeiro.ah eu tb me escondo bem de mim mesma.

Rosah Casanova disse...

Muito linda a história.

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