Boas-vindas

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dieta Coletiva 1

        Olá, pessoal!
        Vejam só o que eu fui fazer: me meti na dieta coletiva. E agora?
        Nunca fui cuidadosa com meu corpo. (Fato). Engordei bastante durante a vida. Comecei na primeira gestação. Pesava, acreditem, 50 kg. Engordei 13 kg, mas não fiz dieta. Só não conseguia comer, enjoava e vomitava tudo. Meu filho nasceu e voltei quase ao peso normal, uns 52kg. Detalhe: altura 1,68m. Dois anos depois, engravidei de novo e enjoava mais ainda, Só que pesava, novamente 50 kg. Engordei 9 kg. Minha filha nasceu e voltei aos 50 kg. Mais quatro meses, nova gravidez. Mais 9 kg. A outra filha nasceu. Meu peso, então, foi para 56 kg. Ótimo. Só eu não percebia que a natureza estava ao meu lado. Não tive mais filhos e continuei a vida, trabalhei, cuidei deles, vivi impunemente, comi impunemente. Aos trinta anos comecei a ter problemas com menstruação, queda horrorosa de cabelo, erupções pela pele e, lógico, engordei. ENGORDEI 30 KG. Pois é. Então corri para o médico e comecei os tratamentos, todos hormonais. Muitos remédios e 4 anos não foram suficientes para reverter o processo. Com 34 anos precisei fazer uma cirurgia para eliminar uma catarata (congênita). Estava praticamente cega. Ufa! Passei. Voltei a enxergar, com restrições (com grau e o outro olho ainda precisava ser operado). Depois de vários exames, descobriu-se um mioma. Mais hormônios, dessa vez importados da França (os melhores? Não sei.). Vinham pela Varig (uma burocracia), seis caixas que duravam, exatamente, seis meses, mas encomendados com antecedência para não faltar. Perfeito. Melhorei. Só melhorei. Foram 2 anos de controle hormonal bem sucedido. Seria cômico, não fosse trágico. O governo resolveu não aceitar mais esse tipo de comércio, proibiu a aquisição de remédios importados, mesmo com receita retida. Moral da história: não tem moral. Acabou. Ponto. Basta. Fiquei sem remédio e sem tratamento. Hormônios nacionais não me faziam bem e meu mioma só foi crescendo, até o ultimato. Precisava operar. Ontem. Então, com 39 anos, fiz uma histerectomia. Não precisava tirar o útero, mas com 39 anos, três filhos criados, quase adultos, não iria arriscar mais nada. Quase dez anos de tratamentos, os mais variados, uma cirurgia deu fim ao sofrimento. Fiquei bem de saúde física, mas o estrago emocional estava lá: gorda demais, pouquíssimo cabelo, ainda sem enxergar de um olho (que foi resolvido logo, graças a Deus!). Emagreci um pouco, certamente não o que queria. mas o suficiente para viver em paz. Ainda estou em processo de namoro comigo. Depois disso tudo, ainda levei dez anos para, hoje, dia 3 de Janeiro de 2011, escrever aqui, neste post, que resolvi voltar a me amar. Não será fácil (nada é fácil, na vida). Mas, estou disposta. Quero sair do casulo que teci. Já estava na hora.
        Resumidamente essa é a história de uma mulher que se deixou levar pelos percalços. Se entregou sem lutar. Cansei disso. Foram 20 anos me escondendo de mim. É fácil não se olhar no espelho. É fácil não tocar no assunto. Fingir que não existe.
        Agora, preciso de coragem. EU VOU FAZER!
        Pretendo postar uma vez por semana contando os progessos. Que Deus me ajude!
        Até lá!
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6 comentários:

Anônimo disse...

hahahaha Desconfiei disto e vim ver. Não irei divulgar seu cardápio hoje porque não sou covarde. Vamos nos unir?
Bia

Fernanda Reali disse...

Perfeito. Foi o melhor relato que li até agora. Torcendo muito!


beijoooo

Andréa disse...

Você é uma pessoa iluminada, o que importa não é a aparência física e sim o que a pessoa tem por dentro.
É claro que temos que cuidar do nosso corpo e com certeza da alma também.
Vai em frente você vai conseguir , nunca é tarde para alcançarmos os nossos objetivos.

bjs,Andréa....

andreaquitutes.blogspot.com/

Elaine Gaspareto disse...

Grace, que relato forte e lindo!
E depois tem gente que diz que blog é perda de tempo. Se soubessem o bem que faz!

Posso dizer mais uma coisa? Acabei de ler no twitter você dizendo que é burra. Ó, presta atenção em mim: isso não é verdade!
Então não diga, tá?
Descilpe a intromissão, mas senti no coração a vontade de falar que você é linda, forte e não é nada burra.
Tá?
Beijosss

indirarj disse...

oi meu nome é indira e acabei de me ver um pouco aqui,sendo q incluo ai um visita ao cti. vamos juntas nos resgatar?eu to com vc. ah detalhe ja me desesperei a ponto de tomar sibutramina e de nd valeu comigo.meu emocional bomba comigo.vamos guerrear juntas. e nao é "só" peso =,é td na vida,sempre me enxergo por ultimo,vou mudar.

Iara disse...

Querida amiga, como não se amar? Como não te amar? Somos nossos melhores amigos, nossa melhor companhia, nossa melhor confidente, nossa melhor amiga. Que importa se o cabelo é pouco, é ralo, importa é que em nossa cabecinha sejam lembrados nossos amores, nossos filhos, nossos amigos.Que importa nosso peso, importa que em nosso coração estejam somente bons sentimentos, pensamentos bons para nós, para o mundo, para os que nos cercam, para os que estão longe.
Cuide-se sim, sempre, cuide-se por você, para você, pelas pessoas que te amam, mas ache-se linda sempre, todos os dias, todas as horas, nos bons momentos, nos maus momentos(espero que poucos), mas se ame, você é unica, é linda, pelo simples fato de você ser você e ser unica.
Agradeço teu comentário em meu blog, volte hoje, amanhã e sempre. Encontrarás sempre flores para perfumar tua vida, mesmo que às vezes um tanto tristes são flores, minhas flores para você.
Bjs

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