Boas-vindas

domingo, 8 de maio de 2011

Dia da Neneidinha


        Como falar em dia das mães? Resolvi, há meses, fazer uma postagem especial para o dia das mães. Pensei, pensei, repensei e não escrevi nadica de nada. Só consegui lembrar de minha mãe. Calma, ela não morreu, não. Continua vivinha da silva, mais ativa que nunca. É a faz tudo para todo mundo, todo mundo mesmo, até os que não precisam, nem pedem ajuda, lá está a Neneidinha se metendo, ajudando. Ela é a mulher mais forte que eu já conheci. Não tem papas na língua, não tem pudores, nem preconceitos. Procura se atualizar, sempre, sem perder aquele ar de quem ainda carrega nas entranhas a tradição dos costumes. Não se escandaliza, mas julga. Claro, ninguém é perfeito. Seus julgamentos são direcionados ao caráter, nunca às preferências, sejam quais forem (sexuais, sociais ou de estilo). Ela se preocupa se a criatura come direito (vegetais, proteína, etc), se dorme bem (oito horas, à noite), se se previne (poupança, para os tempos de vacas magras), se cuida da saúde (visitas periódicas ao médico) e nem precisa ser parente, qualquer um. Quem a conhece, sabe disso muito bem.
        Somos duas filhas, já meio passadinhas, de uma mãe inteirona, descolada, independente, muito bonita, motorista (sim, motorista, dirige pra todo lado, sem medo). Sua idade? Setenta e dois anos, muito bem vividos e aproveitados. Faz o que bem entende e não admite pitacos moralistas de quem quer que seja. Odeia ser controlada: -Onde você estava até agora? - Não é da tua conta! Nós, as filhas, podemos até falar, mas pensa que ela ouve? Não! "Nem te ligo, farinha de trigo", "nem te vejo, percevejo".
        Só tem uma coisa que ela não faz, mas tentou. Não usa computador. Não se entende com a coisa, sabe? Sem problemas, eu uso pra ela: fazemos compras, pesquisas e visitas (xeretices) às redes sociais. Usa os caixas eletrônicos melhor que qualquer um. Antenaaaada.
        Pois é, essa é minha mãe. Minha mãezinha querida! Literalmente, meu porto seguro. Não precisamos nos falar todos os dias, já somos cúmplices, suficientemente para entender que cada uma tem sua vida, seus momentos, afazeres e não nos cobramos. Eu a respeito, amo, venero e compreendo. Quem quer ser controlado? Incomodado ou submetido aos desmandos de fedelhos (filhos)?
        Mulher excepcional, incrível, jovem, mãe de duas mulheres, avó de três adultos e uma adolescente e bisavó de dois meninos de nove e três anos. Ah! Dois genros (ninguém é de ferro, não é?)
        Beijos, beijos, mãe! Te amo de montão!
Obrigada
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Um comentário:

Anônimo disse...

E eu finalmente me emocionei com um post seu. Sem tirar nem por. Ela é o porto seguro de todos. Cheia de manias, se mete em tudo, "resolve" a vida de todos, mas é ela quem faz as pessoas realmente se moverem para resolver a vida. Ela é o máximo. Muito maneira (como diriam os bisnetos).
Bianca

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